A Vida Futura

Evangelho do dia 25 de Julho de 2015

“Jesus diz claramente, por estas palavras, que a vida futura, à qual em muitas circunstâncias se referiu, é a meta a que se destina a Humanidade, devendo ser o objeto das principais preocupações do homem na Terra. Em todos os seus ensinamentos ressalta este grande princípio. Sem a vida futura, de fato, a maioria de seus ensinamentos morais não teriam nenhuma razão de ser. É por isso que aqueles que não acreditam na vida futura, imaginando que Jesus só falava da vida presente, não os entendem, ou os acham ingênuos."

"A ideia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no futuro, e essa fé tem enormes consequências sobre a moralização dos homens, uma vez que muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram a vida terrena. Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que uma passagem, uma curta permanência em um país ingrato. Os reveses e as amarguras da vida terrena não são mais do que incidentes que recebe com paciência, pois sabe que são de curta duração e devem ser seguidos por um estado mais feliz."

“Pode-se dizer que todos os Espíritos, que não estão encarnados, são errantes?
Os que devem se reencarnar, sim, mas, os Espíritos puros, que alcançaram a perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo. Com relação às qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens ou graus, que percorrem sucessivamente, à medida que se depuram. Quanto ao estado, podem ser: encarnados, quer dizer, unidos a um corpo; errantes, isto é, livres do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, perfeitos, e não tendo mais necessidade de encarnação.” (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. ed., perg. 226).
De que maneira os Espíritos errantes se instruem? Sem dúvida, eles não o fazem do mesmo modo que nós? Estudam o seu passado e procuram os meios para se elevarem. Vêm, observam o que se passa nos lugares que percorrem; ouvem as palavras dos homens mais esclarecidos e os avisos dos Espíritos mais elevados, e isso lhes dá ideias que não tinham.” (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. ed., perg. 227).
Por que os Espíritos, deixando a terra, não deixam nela todas as suas más paixões, uma vez que neles vêm os seus inconvenientes? Tens nesse mundo pessoas que são excessivamente invejosas; acreditas que, mal o deixem, perdem os seus defeitos? Depois de sua partida da Terra, sobretudo para aqueles que têm paixões bem acentuadas, resta uma espécie de atmosfera que os envolve e conserva todas as suas coisas más, porque o Espírito não está inteiramente desprendido; só por momentos vê a verdade, como para lhe mostrar o bom caminho.” (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 158. ed., p. 229).



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